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Agentes de narrativa

Uma cadeia narrativa de oito etapas que transforma um fato, um conceito ou um tema em história, e a história em cenas encenadas e coreografadas. Vem sempre instalada, com o Story Team.

Ela fica antes do deck. Nenhum desses agentes escreve HTML. Eles entregam o resultado ao /mira-animator, que escreve a animação dentro do index.html do deck, e ao /mira-builder, que monta o resto.

cinema-deck (orquestra)
  |
  v
premise-forge -> concept-storyteller -> story-architect -> design-audience-journey
             -> direct-slide-sequence -> direct-scene -> direct-cinematic-motion
             -> scene-brief -> asset-scout
             -> mira-animator escreve o deck

Dá para entrar em qualquer ponto. Se a premissa já existe, comece na etapa 2. Se a Story Bible está sólida, use as três últimas.

/mira-cinema-deck

O orquestrador da cadeia inteira. Cria o deck já com o modo cinema instalado (new --cinema), roda os oito agentes narrativos na ordem com pausa entre eles, e entrega o Motion Score ao /mira-animator, que o transforma em código. Ele existe porque a cadeia degrada em silêncio sem alguém no comando: sem o mira-cinema.js no deck, o /mira-direct-cinematic-motion é obrigado a produzir direção sem câmera, grade nem planos de profundidade, e você recebe um deck comum achando que pediu cinema.

O --cinema deixa no deck o mira-cinema.js, o mira-foco.js (modo câmera na tecla C, onde você ajusta os cues na tela e grava com Ctrl+S) e um servidor.bat na raiz. Deck cinematográfico se autora pelo servidor.bat, porque o Ctrl+S só grava direto no arquivo por http://localhost; por file:// ele depende do seletor do Chrome. Para apresentar, o duplo clique no index.html continua valendo.

/mira-brainstorming

A porta da camada de alinhamento, para quando existe só um tema e nenhuma ideia ainda. Pergunta plateia, formato e o que te incomoda no assunto, gera de 8 a 12 ângulos concorrentes vindos de origens deliberadamente diferentes (o contraintuitivo, o mecanismo, o custo escondido, o eco histórico), corta para 2 a 4 finalistas com o custo de cada um declarado, e fecha em uma frase só: "o deck existe para a plateia sair entendendo que...". É essa frase que o /mira-concept-align recebe. Grava storyboard/brainstorm.md, anexando cada rodada, e nunca escolhe o ângulo por você.

/mira-concept-align

Clareia uma ideia antes de ela virar slide. Interroga, detecta ambiguidade com perguntas contextualizadas, apresenta leituras concorrentes em vez de escolher uma em silêncio, e faz teach-back para você corrigir o que ele entendeu errado. Produz storyboard/understanding.md durante a conversa e storyboard/concept-brief.md só quando você fechar: o agente nunca encerra o brainstorming sozinho.

/mira-storyboard

O Diretor Criativo. Transforma as metáforas candidatas em quadros de verdade, SVG mais PNG em storyboard/ na raiz do deck, em opções concorrentes lado a lado, versionadas a cada correção, com uma folha de contato que abre em file://. Você corrige em linguagem natural ("no slide 3 a fotografia original deve desaparecer"), nunca mexendo em SVG nem em coordenada. Preto e branco, geométrico e propositalmente tosco: quadro com cara de acabado convida crítica estética quando o que se quer é crítica conceitual.

/mira-premise-forge

Pesquisa fatos atuais, notícias, lançamentos e disputas, desenterra o momento Eureca escondido neles e o transforma em uma premissa defensável e visualmente potente. Entrega um Premise Brief com o princípio organizador, a espinha causal e os limites factuais que a história não pode ultrapassar.

/mira-concept-storyteller

Estabelece o Concept Contract: o que a história precisa ensinar, o que pode simplificar e o que nunca pode distorcer. É a âncora de verdade contra a qual todas as etapas seguintes são auditadas.

/mira-story-architect

Constrói a Story Bible: sete passos estruturais, rede de personagens, tema, mundo, rede de símbolos, trama, teia de cenas e diálogo.

/mira-design-audience-journey

Projeta o estado mental e emocional do público beat a beat, produzindo um Audience Journey Map com ledgers de curiosidade e revelação: o que é entregue, o que fica retido e quando o payoff acontece.

/mira-direct-slide-sequence

Transforma história e jornada em um MIRA Slide Score: uma cena por slide, com função dramática, quadro inicial, ação, microvirada, revelação, informação retida, narração, texto de tela mínimo e transição causal para o slide seguinte.

/mira-direct-scene

Dirige a encenação, tudo que existe antes do movimento: composição, blocking, silhueta e escala, 3 a 5 planos de profundidade com oclusão declarada, chão e apoio, enquadramento base e área segura, legibilidade, a grade de cor única do deck e a continuidade visual entre slides vizinhos.

/mira-direct-cinematic-motion

Converte as cenas encenadas em um MIRA Motion Score: temperamento, beats em timeline com labels, os seis cues de câmera, easing semântico, loop interno, transição de saída, responsividade, reduced motion e fallbacks. Termina em um handoff que o /mira-animator implementa.

/mira-scene-brief

Destila a cadeia inteira num briefing de cena curto e autossuficiente por slide: título de tela, função dramática, âncoras de entrada e de saída, objetos com o nome real, história em três tempos, loop, temperamento e proibições. É a última etapa que produz texto, e existe para quem desenha o slide nunca ler a cadeia: ela continua inteira, só para de ser lida.

A âncora é o campo que sustenta o deck. A âncora de saída de um slide é literalmente a de entrada do seguinte, com posição declarada, senão o deck lê como cenas bonitas sem história.

/mira-asset-scout

Decide de onde vem cada ator da cena, antes de alguém desenhá-lo. Devolve uma tabela com três saídas possíveis por objeto: desenhar, quando a geometria é simples e procedural (um skyline, uma malha, uma planta em linhas); buscar, quando existe pronto em fonte aberta, e aí o SVG é embutido inline no deck, recolorido para os tokens do tema e creditado no CREDITS.md; pedir, quando não se acha, e aí o autor recebe um pedido curto com plano B em vez de o deck travar.

Existe por uma lista de proibições, não por uma preferência. Figura humana, mão, rosto, animal, veículo e anatomia articulada nunca podem ser desenhados à mão por quem implementa a cena. Um deck cinematográfico já saiu com a cidade impecável e as pessoas em forma de trapézio com uma bola em cima, porque a regra anterior dizia "prefira ícone" e preferência se ignora.

O que esses agentes não podem inventar

Eles dirigem contra o que o Mira de fato executa. O Mira não tem motor de animação, IR nem compilador: quem escreve a cena é o agente, em D3 com SVG, GSAP e CSS, dentro do deck, que abre por file:// com duplo clique, offline e sem build.

Por isso a saída é direção em texto, nunca um contrato de runtime, e a stack é D3 com SVG, GSAP pelo mira-cinema.js e CSS 3D. PixiJS, Three.js, Lottie, Rive, Motion Canvas e Paper.js estão fora.

Luz de cena, âncora declarada entre slides e camada de atmosfera estão planejadas e ainda não existem. Onde a cena pede uma delas, a direção registra a intenção e marca como pendente, sem escrever chamada de API.