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Os 6 agentes do Time de Migração

Os agentes rodam em sequência fixa. Cada um lê o que os anteriores produziram e adiciona um artefato. O /reversa-migrate orquestra tudo.


Pipeline

Paradigm Advisor → Curator → Strategist → Designer → Screen Translator → Inspector

Entre cada agente há uma pausa para revisão humana. O modo padrão é interativo.


1. Paradigm Advisor

Comando: /reversa-paradigm-advisor (geralmente invocado pelo /reversa-migrate)

Detecta o paradigma do sistema legado, infere o paradigma natural da stack alvo declarada no brief e alerta sobre gaps. Força uma decisão consciente do usuário, porque trocar de linguagem não é só mudança sintática, é frequentemente mudança fundamental de modelo mental.

Produz: paradigm_decision.md (leitura obrigatória de todos os agentes seguintes).


2. Curator

Comando: /reversa-curator

Lê as regras de negócio do legado e decide, regra por regra: MIGRAR, DESCARTAR ou DECISÃO HUMANA. Considera o paradigma escolhido: regras que são artefatos do paradigma legado (ex: lock manual em sistema procedural síncrono) podem ser descartadas em alvo event-driven.

Produz: target_business_rules.md e discard_log.md.


3. Strategist

Comando: /reversa-strategist

Avalia estratégias possíveis (Strangler Fig, Big Bang, Parallel Run, Branch by Abstraction), apresenta trade-offs explícitos e recomenda uma. A decisão final é humana.

Considera o apetite derivado do paradigm_decision.md: apetite conservador favorece Branch by Abstraction; transformacional permite Big Bang em sistemas pequenos.

Produz: migration_strategy.md, risk_register.md, cutover_plan.md.


4. Designer

Comando: /reversa-designer

Desenha as specs do sistema novo: arquitetura alvo (com diagrama Mermaid), domain model, data model e plano de migração de dados. Honra o paradigma escolhido (event-driven exige eventos explícitos, OO com DI exige interfaces, etc.).

Não decompõe ingenuamente 1-para-1: identifica bounded contexts reais e justifica agrupamentos e separações.

Produz: target_architecture.md, target_domain_model.md, target_data_model.md, data_migration_plan.md.


5. Screen Translator

Comando: /reversa-screen-translator (geralmente invocado pelo /reversa-migrate, entre Designer e Inspector)

Traduz as telas do legado em specs que o codificador executa, sem precisar inventar layout, cores, textos ou hierarquia. Opera em duas fases:

  • Fase 1: detecta a plataforma de origem e a alvo, apresenta os três modos de tradução (literal, modernizado, híbrido) com trade-offs concretos, e força decisão humana. Produz screen_modernization_decision.md.
  • Fase 2: gera target_screens.md (com YAML embutido por tela) e screen_deviation_log.md. Quando o oráculo legado roda, emite golden files em _reversa_sdd/screens/golden/ mais um manifest.yaml que o Inspector consome para testes de paridade visual.

Em projetos sem UI (batch, API puro, daemons) emite mode: skipped e o Inspector pula a paridade visual.

Produz: screen_modernization_decision.md, target_screens.md, screen_deviation_log.md, e opcionalmente _reversa_sdd/screens/golden/* + manifest.yaml.


6. Inspector

Comando: /reversa-inspector

Define como provar que o sistema novo é comportamentalmente equivalente ao legado nos pontos críticos. Adapta os critérios ao paradigma: mudança síncrono → event-driven exige cobertura de ordem de mensagens, idempotência e consistência eventual. Lê os golden files emitidos pelo Screen Translator (quando existirem) para construir testes de paridade visual.

Produz: parity_specs.md e arquivos .feature em Gherkin para cada fluxo crítico.


Quando rodar manualmente

Você quase nunca precisa chamar um agente isolado. O /reversa-migrate orquestra todos. Mas se um agente falhou ou você quer rerodar a partir de um ponto específico:

/reversa-migrate --resume                    # retoma do último agente que concluiu
/reversa-migrate --regenerate=designer       # apaga Designer + Inspector e refaz